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Um garoto de vinte e poucos anos com memória fotográfica, órfão, que perdeu todas as chances de ser bem-sucedido por causa de um amigo traficante, e que tem como âncora de sua vida a avó. Um homem vaidoso, arrogante e charmoso, com currículo impecável, e que trabalha para um dos melhores escritórios de advocacia de Nova York – e por consequência do mundo. Aparentemente essas duas personagens não têm nada em comum, ainda assim, após uma obra do destino, se esbarram e e se unem.

Harvey Specter é um advogado hot-shot de Nova York. Acaba de ser promovido a sócio-sênior do escritório em que trabalha e se vê tendo que contratar um padawan para ser seu assistente. Harvey é o que se pode se chamar de malandro elegante e único em sua profissão – arquétipo tantas vezes aproveitado pela indústria do entretenimento (como Tony Stark, James Bond, entre outros). Já Mike Ross é um maconheiro que se afunda cada vez mais em dívidas e acaba tendo que fazer uma entrega ilegal de maconha para seu melhor amigo, que é traficante. Mike, porém, tem uma vantagem sobre nós, réles mortais: tem memória fotográfica, portanto, um QI acima do normal. E, quando Mike percebe que a entrega em que seu amigo o colocou é na verdade para um policial à paisana, escapa astutamente e cai no poll de entrevista para ser assistente de Harvey.

Obra do destino. Mike tinha como futuro, na verdade, frequentar a escola de Direito de Harvard, mas seu amigo o enfiou em mais uma roubada e seu sonho caiu por terra. Portanto, por mais que não tenha feito Direito, Mike sabe a lei de cor, afinal, uma lida e tudo se grava em sua cabeça. E usando esta habilidade e esperteza impressiona Harvey e conquista a vaga, mesmo sem diploma ou o título do BAR (OAB americana). E juntos, os dois vão enfrentar o mundo corporativo, uma ação por vez.

Pode parecer batido essa história de séries que se passam em escritórios de advocacia (‘Ally McBeal’, ‘Boston Legal’, ‘Law &Order’ ou ‘Shark’), porém acredito que esta vale a indicação. Primeiro, porque você fica um tanto quanto suspenso com relação a situação desse menino-gênio entrando no mar para nadar com os tubarões. Mas vai além disso. Ao longo da primeira temporada, me surpreendi bastante. Normalmente, quando se trata de séries de TV, mesmo nos EUA, o destino é incerto e a consistência de qualidade da temporada de début acaba sendo, normalmente, mais fraca do que sua sequência (vide ‘Friends’, ‘The Big Bang Theory’, entre outros), e aqui é que vem a surpresa. Talvez por ter sido feita pela Netflix, a escolha de elenco é impecável, do charmoso Gabriel Macht ao excelente diabólico/cômico Rick Hoffman, passando pela ácida Sarah Rafferty. Além de tudo isso, os arcos das personagens, de amados a odiados e de volta a amados, muito parecido com ‘Game of Thrones’ (não somente nesse sentido: as rasteiras e um querendo comer o outro também lembram Westeros).

Uma mistura de ‘White Collar’ com os já citados ‘Law & Order’ e ‘Game of Thrones’. Obrigado Netflix, por fazer valer os R$20,00 de mensalidade!

Farandola Cast 018 - Musicas para amar em segredo

Nossa equipe de especialistas, Razuchi, Erick Animation , Felipe Avelar e Pablo Soares trazem os maiores não-sucessos da musica intimista.

Nossos hits musicais para ouvir sozinho:

Lairton – Morango do Nordeste
Fagner – Romance no deserto
Danna Paola – Caminos de luz
Roupa Nova – Linda demais

Farandola News:

Mulher se vinga… com bacon!
Sexo na cervejada espanhola acaba no fundo do poço.
Mais de 1 celular por ano é roubado em SP?
Olá enfermeira! (Viciada em morfina!)

Farandola Responde:

Sou muita feia, o que eu faço?

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surviving-jack-chris-meloni-key-art-foxPara quem não sabe, nasci em 1987, e minha infância foi na década de 90, numa era em que pesquisas ainda eram feitas em livros (normalmente tínhamos uma enciclopédia em casa, ou era Larousse, ou era Barsa), em que combinávamos de nossos pais nos buscar em algum lugar – eles demorarem, e a gente continuar sem saber se vão demorar ainda mais ou não, porque nem celular tinha. Telefones públicos, hoje extintos, aceitavam fichas e não cartões, e Bill Gates e Steve Jobs eram apenas dois nerds americanos e não os deuses do século 21. Enfim, acredito ter tido uma infância muito divertida, aproveitei muito do meu tempo livre sem ficar preso ao computador (que hoje uso tanto para trabalho quanto para lazer), embora tenha tido computador em casa e meu pai tivesse feito questão que eu fizesse curso de informática desde cedo – sim, eu sei mexer na porra do MS-DOS!

Na verdade, pensando bem, nada disso tinha me vindo à mente há anos, até que caiu ‘Surviving Jack’ no meu colo. Para quem tem TV a cabo, a Warner estreou esta série este mês. Ela se trata, justamente, das desventuras de um adolescente na década de 90. E me trouxe de volta ao tempo. Momento nostalgia puro, porque me lembrou muito uma série que eu assistia quando criança, na agora quase definhando TV Cultura, chamada ‘Anos Incríveis’, que na verdade se passava na transição entre as décadas de 60 e 70 e contavam também as peripércias adolescentes de Kevin Arnold em sua transformação em adulto.

Devo dizer que só daí me animei com ‘Surviving Jack’, pois me identifico muito com as conturbações da adolescência, e acredito que o grande responsável por isso é John Hughes (mas esse cara fica para outro post, porque ele merece exclusividade, de tão bom). Assim como Kevin Arnold, Frankie está no colegial e, com isso, uma fase terrível e tenebrosa o assombra; essa péssima transação de criança para adulto, em que tudo é difícil: lidar com os pais e irmãos, a pressão do colégio, as meninas… Não quero passar por isso de novo! Só que, somado a tudo isso, Frankie tem que lidar com o pai, o Jack do título (e, assim como o título, tem que sobreviver a ele).

Jack é um médico cético, veterano do Vietnã, duro com os filhos, e que até então não passava muito tempo com a prole. Eis que sua mulher vai fazer a Law School (ao contrário do Brasil, nos EUA, para ser profissional do Direito assim como Médico, se faz uma especialização após ter se formado em outra coisa), e com isso, terá de cuidar dos filhos enquanto a esposa estuda. Até então, sua relação com Frankie e Rachel era um tanto quanto superficial, quase que somente de final de semana (afinal, ele é médico!). E com essa nova postura dentro da estrutura familiar, quem tem que se virar para lidar com os traumas que envolvem o mundo na adolescência, Frankie terá de confiar no guia do pai, mesmo quando tudo parece, mais uma vez, tão difícil…

Sinto que estamos retomando uma década esquecida, afinal, os anos 90 normalmente são deixados de lado quanto às referências, tanto em tendência, quanto em termos de valor de cultura, popular ou não. Assim como acontece com a década de 80 há uns cinco anos (ou vocês acham que tênis com cores fluorescentes e corte militar são de hoje?), estamos começando a querer reviver a era da internet discada, roupas que mudavam de cor com temperatura (no 1º episódio tem uma dessas camisetas!), Reebok Pumps e calças que sobem acima do umbigo (dessa vez, somente as mulheres, ainda bem!). E, para demonstrar esta minha suposta teoria, deixo com vocês, antes do trailer da série, uma pérola da minha infância, e uma sampleada da mesma música da banda inglesa Batille (que acredito dividir comigo a idade e provavelmente algumas memórias):

Original

Sampleada

Trailer

CapaEra finalzinho de 2011. O Mobrosa atendeu o Skype e foi falando “bah, escrevi uma letrinha aqui” – e cantarolou – “ela fica ouvindo, curte a minha levada/ sonha de olho aberto com a calcinha melada…” . Eu tinha acabado de baixar um instrumental da Diana Ross e acelerado um pouco, estava tocando para rapaziada da conferência do Skype , falando que os sons dos anos 70 dão as melhores bases pra rimar em cima. Nessa, o Piracaia mandou o link do seu Rap do Rafael Piracaia e combinamos de tentar gravar um som junto no dia seguinte. Gravamos mais de 20 musicas até hoje. Essa é a história do primeiro grupo de hiphop universitário do mundo, o Farandola Crew.

Nossa primeira brincadeira foi ao ar no começo de janeiro de 2012, um bando de rimas toscas sobre Let’s Get It On do Marvin Gaye. Ficou tosco, feito nas coxas e isso deixou tudo mais engraçado. Perfeito!
Nessa época, o Felipe Avelar era um ouvinte adolescente que não sabia fazer nada e quando a gente deixava o moleque entrar, nos antigos programas ao vivo da Radio Vlogs e depois na Radio Farfonha, ele ficava lá, quieto – raramente tinha o que dizer – mas, mesmo assim, o garoto insistia e todo dia as 22hrs ele queria participar de alguma forma. Em pouco tempo ele aprendeu os paranauês e ninguém mais torcia o nariz pro Felipe.

Ficamos um tempo fora do ar e voltamos com a mesma tosquice de sempre. Já o Felipe Avelar, outro dia veio me mostrar um base estilo Miami Beat, inspirado pelo Stevie B. Falei “quem fez essa base ai?” e ele “eu mesmo fiz aqui, no meu pc, ficou maneiro?” , fiquei buscando na memória, tentando lembrar do Felipe beat maker, e a conclusão que cheguei foi que o garoto aprendeu enquanto eu estava aqui parado, esperando sei lá o quê para reativar o Farandola Crew.
Hoje à tarde ela deixou uma mensagem para mim “É meio tarde pra ter feito isso, mas deu vontade, aí fiz hehehe” e anexo estava um MP3 com um remix da primeira brincadeira que fizemos como Farandola Crew, mais de 2 anos depois. Ficou bem feito, pique profissional e ainda mais engraçado. Perfeito!

Muita coisa passou em 2 anos, muito se evoluiu entre a galera da crew – como o talento do Avelar – e isso não vai parar, a evolução é constante e essa música marca muito bem esse recomeço do Farandola Crew. Tudo vai ser como antes, só que uma versão remix para lembrar de que nada é tão bom que não possa melhorar.

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A mãe apronta a filha para a escola, estão atrasadas. Uma buzina invade pela janela, na qual a mãe se debruça e pede para que espere um momento, enquanto a filha põe o sapato e corre a porta. É então que a mãe começa o preparo da comida do almoço do marido. Faz arroz, curry, prepara a vagem e põe o naan na chapa para dourar dos dois lados. Ouve uma bicicleta parar a entrada do prédio e, em dois minutos a campainha toca. -“Um momento, por favor!”. A mãe agora termina de colocar toda a refeição em sua devida repartição, empilha tudo, lacra, fecha com a proteção de tecido e, enquanto o homem pega o conjunto de marmitas de sua mão, dá uns tapas delicados com a intenção de arrumar, com todo o carinho, para o marido merece receber seu almoço em seu primor.

Assim começa ‘The Lunchbox’, lançado ano passado (2013) e ainda sem previsão de vinda para o Brasil. Aos que desconhecem o sistema de alimentação na Índia, é preciso saber duas coisas: a comida caseira é sempre a preferência (com exceção dos que comem apenas uma ou duas bananas no lugar da refeição), e o sistema de distribuição da comida é de dar inveja a qualquer empresa de motoboy de São Paulo. Para entenderem, melhor deixar para meu líder espiritual (Anthony Bourdain) explicar:

 Assistam a partir dos 5:50!

 

São, diariamente, 200 mil refeições entregues por cerca de 5 mil boys em Mumbai, cenário do filme. Nele, duas dessas refeições são trocadas em meio às outras 199.998 restantes, e o que a princípio seria péssimo, acaba se tornando obra do destino. Ila, a mãe da cena descrita acima, é uma mulher em tédio, em busca da felicidade no casamento. Na Índia, ainda se acredita que um homem se fisga pelo estômago, porém, o marido de Ila parece sempre mais interessado no trabalho do que no cuidado primoroso aplicado em cada refeição pela mulher – tanto que normalmente a marmita volta com restos. Num belo dia, Ila abre o pacote e o encontra vazio. Mais tarde pergunta para o marido se gostou do prato, e ele diz que estava o.k. Sr. Fernandes (sim, o nome dele é Fernandes mesmo!), um funcionário em vésperas de se aposentar, estranha o sabor da comida de sua marmita. Chega até a acreditar que o restaurante do qual pede seu almoço mudou de cozinheiro, já que a refeição nunca havia estado tão boa.

Então no dia seguinte ela manda um bilhete na repartição do pão, e então começa a troca de cartas entre Ila e Sr. Fernandes. O que a princípio é somente desabafos de vidas tediosas em suas maneiras, acaba sendo uma espécie de fuga do torpor pelo qual ambas personagens passam e vêem a vida passar em suas respectivas infelicidades. Encontram, então, um no outro, um porto seguro para confiarem e serem confidentes, seja para fugir de um marido que a ignora, seja para lidar com a perda da mulher.

Um filme doce, em que a atuação sobressai pelo sofrimento e pela fuga de cada personagem. Uma maneira encantadora de tornar a sentir o sabor da vida, através justamente do sabor da comida.

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Nessa edição do Farandola Cast, Razuchi  e Erick Animation comentam dois entre muitos videos bizarros do porno internético.
ANTES DE OUVIR, ATENÇÃO: O CONTEÚDO DESTE PODCAST É EXTREMANTE PESADO PARA ALGUMAS AUDIÊNCIAS MAIS SENSÍVEIS. Depois não diz que eu não avisei!

Os videos citados no episodio:

11 of Craziest Orgasms Ever
O Violador Português

Vote entre os dois videos para Xvideos Underground Awards:

Vote aqui!

Farandola News:

Bebê de nove meses é acusado de tentativa de assassinato no Paquistão.
São Paulo terá mural grafitado de 4 quilômetros de extensão.

Farandola Responde:

Vale a pena investir no meu namorado viciado em crack?

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20120998.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxHá dez anos atrás entrava em cartaz um filme do qual sou fã: ‘Todo Mundo Quase Morto’. Eu não costumo gostar de filmes de zumbis, porém a combinação de Edgar Wright, Simon Pegg e Nick Frost explodiram minha cabeça nesse clássico cult. Para quem nunca viu, o filme é uma sátira muito bem escrita e elaborada dos filmes de terror ‘Madrugada dos Mortos’. Nele, Shaun (Simon Pegg) é um cara sem ambição, que não se esforça em nada, exceto seu realacionamento com o melhor amigo, Ed (Nick Frost). Até que Shaun decide reconquistar a namorada perdida, Liz. Só que, além de conquistar o coração da ex, Shaun vai ter que sobreviver ao apocalipse zumbi que floresce a sua volta, em uma mistura de jornada do herói para proteger a amada, e salvar seu grupo de sobrevivência que incluem sua mãe, seu melhor amigo, sua ex e dois amigos dela!

‘Todo Mundo Quase Morto’ trouxe a conhecimento geral as presenças dos excelentes Simon Pegg, mais conhecido como o novo Scotty do remake de Star Trek ou o high-tech Benji dos filmes mais recentes da série ‘Missão Impossível’; Nick Frost, um dos atores de comédia da atualidade que mais me fazem rir (assistam ‘Kinky Boots – Fábrica de Sonhos’!); e Edgar Wright, um dos diretores que vêm revolucionando o cinema contemporâneo em sua maneira única de contar histórias (responsável pelo também excelente ‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’). O trio ainda fez ‘Chumbo Grosso’ e ‘Heróis de Ressaca’; Simon e Nick têm uma parceria duradoura dentro e fora do cinema (em toda entrevista que um deles é perguntado sobre o outro, contam de quando eram meros garçons e dormiam numa mesma cama juntos), e sua química e camaradagem da vida real transparece na tela em todas as cenas juntos – a sensação é que eles se divertem fazendo filme tanto quanto nos divertimos os assistindo.

Mas o que me agrada mais em ‘Todo Mundo Quase Morto’ é que, mesmo depois de dez anos, continua um filme hilário, com tiradas magníficas e um timing de piadas impecável – eu chorei de rir mesmo tendo visto mais de dez vezes! Sem ele, muito provavelmente, histórias como ‘The Walking Dead’ ou ‘Guerra Mundial Z’ não teriam a notoriedade que têm hoje. Aconselho aproveitar e fazer uma maratona com a ‘Trilogia do Cornetto’ (assistam e entenderão o porquê do nome): ‘Todo Mundo Quase Morto’, ‘Chumbo Grosso’ e ‘Heróis de Ressaca’. E mesmo que esses três títulos tenham uma plotline meio parecida, não perdem nem um pouco seu encanto individual!

NAMORO-OU-LIBERDADE

Acredito que se Alexandre Dumas reescrevesse ‘Os Três Mosqueteiros’ nos dias atuais, em pleno século XXI, de Facebook, Twitter e Smartphones, talvez eles não servissem o Rei. É bem capaz que o único elemento que manteria intacto da história original seria a camaradagem eternizada pelo ‘um por todos e todos por um’. O que me leva a ‘Namoro ou Liberdade?’. Claro que posso estar um pouco louco em comparar monsieur Dumas aos roteiristas de Hollywood, mas o clima entre as três personagens principais lembra muito Athos, Porthos e Aramis, sem a religião, com as mulheres, e muita bebida.

Zac Efron, ator principal é um desses mulherengos enveterados que diz que nunca namorará e foge de qualquer compromisso – tem até uma teoria sobre o ‘E então…’ que todas mulheres dizem em algum ponto no meio do que ele caracteriza como enrosco. Esta é a realidade de Jason, que, com seu melhor amigo Daniel, sai todas as noites, e dorme com diversas mulheres em sistema de rodízio, até o Aramis da turma, Mickey se ver em meio ao divórcio surpresa. Para tentar alegrar o amigo na fossa, Jason e Daniel o levam para uma noitada que começa com Viagra guela abaixo e muitas doses. É no bar que Jason conhece Ellie, e se encanta – mesmo achando a primeira vista que é uma prostituta.

E sentado nos tornamos mais um da gangue, testemunhando os acertos e erros de cada um em se encontrar cada vez mais fundo em relacionamentos nem sempre fáceis, seja tentando reatar com a ex-mulher, seja se apaixonando pela melhor amiga, ou conhecendo o amor da vida em um balcão de bar.

Quem me conhece sabe o quanto sou fã de comédias românticas (sim, eu assumo isso aqui para todos que lêem a coluna!), a prova disso é o ‘Notting Hill’ em cargo vitalício no slot do meu DVD. Richard Curtis, responsável por ‘Notting Hill’, ‘Quatro Casamentos e Um Funeral’, ‘Simplesmente Amor’ e ‘Questão de Tempo’ (este último saiu no final do ano passado, aconselho!), tem uma comunicação direta com meu humor e meu coração. Não importa se o roteiro é excelente como em ‘Quatro Casamentos…’ ou ‘Questão de Tempo’, ou mais fraco como em ‘Simplesmente Amor’, o neo-zelandês é um cara que respeito como cineasta e acompanho seus trabalhos com uma ponta de inveja pela excelência com que faz tudo, e até então não tinha encontrado um trabalho americano a altura. Quero dizer, isso até ver ‘Namoro ou LIberdade?’. Acredito que ainda faltam polimentos na metade romântica do filme, porém na metade comédia, há tempos não ria tanto. Além de ter um elenco afiado, com os queridinhos da nova geração, Miles Teller (Daniel), Michael B. Jordan (Mickey) e Zac Efron (Jason), o roteiro é extremamente engraçado, sempre trazendo referências do mundo pop. Devo destacar, lógico, as imporvisações dos três atores, que, em minha humilde opinião, estarão muito em breve com Oscars nas mãos se continuarem nos caminhos que vêm trilhando.

Ah! Fique durante os créditos: os erros de gravação são a cereja no bolo na história desses três amigos inseparáveis.

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Um homem, elegante, entra em um bar. Jazz toca ao fundo, enquanto adentra rumo ao balcão. Chegando lá, estende uma nota e pede:

– Um martini, três partes de gin, uma de vodka, batido, não misturado.

Ao contrário do que se espera, o bartender o entrega uma cerveja.

Não por acaso o cenário é bastante familiar. O homem elegante em questão é Ian Fleming, autor dos romances de James Bond e que dá nome a série que mostra a origem do criador do espião mais famoso do mundo. Assim como John Le Carré e Robert Ludlum, entre outros escritores do gênero, Fleming também foi agente de inteligência e contra-inteligência para seu país. Assim como os criadores de George Smiley e Jason Bourne, o criador de Bond esteve na ativa, e usou muito disto com fonte para criar não somente sua personagem, como as fantasiosas aventuras pelas quais o agente 007 passa em seus romances.

A série acompanha o retorno de Fleming ao exército (para quem não sabe, ele desertou após ter sido designado para a base em Shanghai), o drama de viver à sombra do irmão mais velho Peter, bem-sucedido escritor e herói de guerra, e da lembrança do pai – do qual sua mãe insiste em voltar à tona toda vez que discute com.

Esta produção da BBC America, assim como em ‘Sherlock’, prima pela qualidade do produto final, tendo apenas quatro episódios da primeira temporada, iniciada este ano. Além de ter um cuidado majestroso no design de produção, ‘Fleming’ também trás pinceladas de fantasia à realidade do autor de Bond em seu início de carreira como espião, e uma impecável escolha de elenco, a começar por Dominic Cooper. Para quem não conhece, Cooper pode ser visto como o par romântico de Amanda Seyfried em ‘Mamma Mia’, como o tutor-vampiro de Abe Lincoln em ‘Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros’, ou mais recentemente como o antagonista a Aaron Paul em ‘Need for Speed’. Como podem ver, Dominic é um ator versátil, e está impressionantemente bem como o conquistador inveterado Ian Fleming, consolidando ainda mais seu potencial como futuro da dramaturgia inglesa. Além dele, destaco a presença de Lara Pulver como futura esposa de Fleming. Não a conhecia até sua representação de Irene Adler na segunda temporada da série ‘Sherlock’, em que consegue duelar com Benedict Cumberbatch, de maneira magnífica, pelo melhor em cena.

Para quem, como eu, gosta de heróis falhos, com quem conseguimos criar uma identificação, vai gostar da série.