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Posso parecer repetitivo por falar mais uma vez em retorno (ou seja, é o retorno do retorno…), mas semana passada foi lançado os dois últimos capítulos da série de clipes do álbum do ano passado da banda Fall Out Boy.

Como aconteceu em primeira mão com Daft Punk e seu anime maravilhoso de seu segundo álbum (Discovery, de 2001), de vez em quando vemos artistas fazendo clipes que têm sequência, que, assim como o álbum, contam uma história maior que a própria música. Os franceses fizeram algo totalmente inovador, além de ter um álbum imensamente apreciado por quem vos escreve, com o ‘Interstella 5555’, que conta a história de uma banda (porque não?) alienígena que toca suas músicas – tudo isso em um épico com viagens interestelares (vejam só!), sequestro e resgate, regados ao estilo de desenho com maior percentual de personagens de ação, o japonês.

Depois disso, poucos clipes foram tão ousados em criar uma película a partir de si mesmos, até que Kanye West ressurge após seu fracasso bêbado no MTV Awards, em que ignora a premiada Taylor Swift e tece elogios embriagados e ininterruptos a Beyoncé. Kanye é um grande admirador de Daft Punk, tanto que os trouxe e os sampleou com ‘Stronger’ no álbum anterior, ‘Graduation’, de 2007. Mas, mesmo sendo fã dos robôs, o marido de Kim Kardashian foi comedido (digo isso pelos padrões megalomaníacos dele – o último álbum chama ‘Yeezus’, qualquer semelhança a Jesus não mera coincidência). Diferentemente do Daft Punk e do Fall Out Boy, Kanye lançou clipes para suas músicas de lançamento separadamente do filme que fez tendo o álbum como roteiro (o excelente ‘My Beautiful Dark Twisted Fantasy’, de 2010), nele, aborda visuais maravilhosos em meio a um roteiro estranho, com uma produção fantástica, essa, sem miséria.falloutboy

Pois bem que voltamos a 2014, e como o próprio nome da série diz, tragamos sangue novo e fez-se ‘The Young Blood Chronicles’. Fall Out Boy é uma banda que começou com punk rock, virou punk pop e agora é, como a grande maioria das bandas de rock, uma mistura de influências voltadas ao rock (e devo confessar, que gosto bastante da banda – o CD dela não saía do meu carro em 2007, com o excelente ‘Infinity on High’!). Também é uma mistura de influências seu álbum mais recente, ‘Save Rock & Roll’, não somente em áudio, mas também em vídeo. É visível a miscelânia que foi usada como fonte de trabalho para a série de onze clipes que ilustram o CD: em roteiro, temos desde a Bíblia a ‘De Olhos Bem Fechados’ e ‘A Onda’, ‘Pulp Fiction’ e ‘Sin City’; visualmente, toques de Robert Rodriguez a Nicolas Winding Refn e claro, Tarantino; e nas faixas, participações de lendas como Courtney Love, Tommy Lee e sir Elton John, além do sangue novo de Big Sean e Foxes.

Com a voz potente de Patrick Stump (é para mim uma das melhores vozes da minha geração) e as letras sempre provocadoras de Pete Wentz (que falam de dilemas que me identifico sempre, talvez por ter idade próxima a deles), tentam ambiciosamente fazer um projeto enorme em meio a turnê e compromissos (tive a oportunidade de ir ao show deles semana passada – obrigado, Bá!). É muito legal ver as diferentes influências que FOB trouxe desse tempo em que seus integrantes foram buscar rumos solo (para quem gosta de Michael Jackson, o CD solo de Patrick Stump é muito bom, totalmente voltado ao pop), que ‘Save Rock & Roll’ trás consigo, além de marcar o retorno da banda de modo triunfal, com participações de peso e uma série ousada de clipes.

Na minha humilde opinião, se deixarmos na mão deles, o rock & roll pode mesmo ser salvo.

 

Do Kanye West:

Do Daft Punk:

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Nesse episodio especial, comemoramos 20 episódios bebericando café com leite e ouvindo belas estorias do tio Rio Hunter . Com Razuchi e Muscário Xavier ( Fracassados Podcast ) .

Comentado durante o episodio :

Pegadinha do palhaço maldito

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Draft-Day-posterSe você é uma criança do milênio, muito provavelmente não tenha como referência de filmes divertidos Kevin Costner. Mas como eu estou beirando meus 27 anos, minha infância tinha ele como símbolo de filmes legais da ‘Sessão da Tarde’ (de ‘Robin Hood’ ao controverso ‘Waterworld’, passando pelos filmes de beisebol), então, quando vi seu retorno às telonas, uma centelha de alegria se acendeu em meu coração. Desde 2010 Costner, hoje com 59 anos, estava em um hiato grande como protagonista e como coadjuvante de grandes filmes, e sua participação em ‘Homem de Aço’ foi singela, honesta e bela, mas agora o vemos entrando em um filão novo na indústria de Hollywood, a de senhores que dão porrada. Como já escrevi sobre Liam Neeson no surpreendente ‘Sem Escalas’, Los Angeles tem dado mais atenção aos heróis, bem, aos heróis de infância dos diretores (a série ‘Mercenários’ comprova isso melhor que qualquer outra). Mas Costner é diferente, não posso compará-lo a Liam Neeson, que até sua apresentação em ‘Busca Implacável’ não era um ator de grande apelo às massas (embora sempre tenha sido impecável em suas performances!); nem posso compará-lo ao elenco de ‘Mercenários’, porque, veja bem, ele sabe atuar (podem me xingar nos comentários, se quiserem…).

E sim, crianças, ele está de volta, e em grande estilo. Embora tenha feito a excelente série de TV ‘Hatfields & McCoys’ (que tem uma trama semelhante a ‘Abril Despedaçado’), sua distância das telonas me fazia falta. E agora volta não somente em um, mas em dois filmes de expressão: ‘3 Dias para Matar’ e ‘A Grande Escolha’. Em ‘3 Dias’ ele é um agente de CIA em estado terminal, que tem que resgatar sua relação com a filha, mulher, e ainda tentar se salvar com uma droga experimental – um parêntesis grande aqui: como em ‘Busca Implacável’, o roteiro é assinado por Luc Besson, o francês maluco que mais escreve roteiros no mundo (se duvidam de mim, vejam aqui – muito provavelmente não sabia que ele tinha feito tudo isso…), responsável pela apresentação de Neeson ao gênero ação, e que agora faz um resgate de Costner a um lugar que ele tão bem se apresenta (vejam o bang-bang ‘Wyatt Earp’). A trama de ‘3 Dias’ é uma certa mistura de ‘Adrenalina’ com ‘Busca Implacável’ com ‘Bourne’, e a minha opinião é que os jovens não estão mais com nada, quem manda nas explosões agora são os coroas…192102_pt

Já em ‘A Grande Escolha’, Costner volta a um tema muito corriqueiro em sua carreira, esportes (e dessa vez sem milharal nem mensagens divinas!). Desde quinta-feira nos cinemas, o filme apresenta Costner como o General Manager dos Cleveland Browns em dia de Draft (daí o título original ‘Draft Day’ – muito melhor que essa bizarrice de grande escolha…). Para quem não sabe, ao contrário do Brasil, nos EUA, é quando se termina a faculdade, normalmente, que se ingressa em algum time profissional, e é no Draft que os times fazem suas escolhas e, seguindo uma ordem estabelecida pela associação, no caso, NFL. Porém, as estratégias dos times são diversas e esta ordem pode mudar, porque existe a possibilidade de negociação entre um time e outro perante um certo jogador que promete mais ou menos. Parece complicado, e é mesmo, por isso o filme é tão interessante. Por mais que acompanhemos Sonny Weaver Jr. fazendo suas escolhas e trocas ao longo dos últimos minutos antes do limite de trocas, o filme é ininterrupto e, ao adicionar dramas familiar e amoroso, a equação é uma película que te prende a atenção e nos devolve as sutilezas da performance de Costner, em parceria afiada com Jennifer Garner e Denis Leary.

Para quem o aproveitou em ‘Sessão da Tarde’ ou não, o cinema agradece por sua volta, Kevin Costner.

#vaitercopa

Nesse episodio , Razuchi , Rio Hunter e Muscário Xavier ( Fracassados Podcast ) , falam sobre o que todo mundo já sabe: VAI TER COPA SIM SENHOR!

Comentado durante o episodio :

Vídeo mostra caos em estação de metrô de SP

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about_time_xlgJá escrevi nesta mesma coluna sobre como gosto de comédias românticas e pincelei um pouco sobre minha admiração por Richard Curtis, escritor e diretor dos, se você me permitem, melhores longas do gênero (seja como diretor, seja como escritor – onde se sai melhor, por sinal). Hoje escrevo sobre o ‘Questão de Tempo’, que acaba de chegar em DVD e Blu-Ray, e que, como disse no ‘Caçadores de Obras-Primas’, você deve poder alugar em seu provedor de TV a cabo.

No longa, acompanhamos um menino ruivo, tímido, e suas dificuldades para com o sempre complexo amor. Domhnall Gleeson vive Tim, o ruivo em questão.

***Um parêntesis aqui: para quem não sabe, Domhnall Gleeson fez Harry Potter – era um dos irmãos do Ron – e na vida real é filho do ator Brendan Gleeson – que fez o Olho-Tonto Moody também na série de filmes do HP. Destaco a atuação dele. Desde que Hugh Grant e Curtis deram um hiato em sua parceria, nunca tinha presenciado alguém que se encaixasse tão bem nas personagens desajeitadas e desajustadas de Curtis como Domhnall.***

Prestes a completar seus 21 anos, seu pai o revela que Tim, assim como ele mesmo e todos os homens da linhagem da família, tem um poder especial: todos conseguem voltar no tempo (e aos 21 anos, ao chegar a maioridade, o poder é revelado). Tim só pode se transportar dentro de seu espectro de vida; basta entrar em um ambiente escuro, fechar os punhos, se concentrar e puf!, inúmeras possibilidades de se refazer um momento se apresentam. Quem nunca teve um arrependimento, pensou ‘se eu pudesse voltar no tempo…’?

Ao revelar o poder que corre no sangue de Tim, seu pai também impõe uma questão quase que filosófica ao filho: ‘Vai voltar no tempo para refazer o quê? Qual é o supra-sumo da busca para Tim?’ E, como podem ver no trailer, para Tim, o poder vai servir para encontrar o amor. E cada tentativa de encontrá-lo, pelo menos para Tim, vai ser refeita até ser perfeita.

Nós meros mortais não temos este poder nas mãos – e como minhas incursões com o sexo oposto seriam melhores se o tivesse! – mas o filme não se trata apenas do valor do voltar ao tempo para algo fugaz como uma conquista. Os valores demonstrados em ‘Questão de Tempo’ falam muito mais alto do que apenas o amor romântico, mas sim do amor como plenitude, em tudo que fazemos, em tudo que olhamos, no que respiramos, no que vivemos. Como de praxe nos filmes de Richard Curtis, o romance é na verdade somente a primeira camada do filme, que se mostra um drama extremamente complexo e sempre com uma mensagem magnífica e encantadora.

Meu primeiro contato com o homem da vez foi em ‘Quatro Casamentos e Um Funeral’. Para quem não assistiu, o faça assim que puder! Além de contar a história dos desencontros amorosos (outro tema recorrente para Curtis), a história do entrelace do amor em toda sua complexidade e magnitude enche os 117 min. do filme – do descobrimento a perda, ao longo dos cinco eventos sociais citados no título. Gostei logo de cara, chorei na cena do funeral com o discurso proferido pelo parceiro do antes sempre alegre morto; dei risada com a atuação sempre delicada de Hugh Grant; e sofri a sempre fraca performance de Andie MacDowell – porque ela é isso mesmo…

Tenho uma certa admiração por Richard Curtis porque com ele aprendi a sentir. Tem gente que aprende com Jane Austen, Hemingway, Woody Allen e até Stephenie Meyer (!!!); eu aprendi com Richard Curtis. Aprendi porque em todos suas personagens traços de amor, comédia, tragédia e esperança florescem – são reais. Seja em ‘Quatro Casamentos…’, em ‘Notting Hill’, ‘Simplesmente Amor’ ou mesmo em ‘Bridget Jones’ ou em ‘Mr. Bean’ (sim, ele escreveu muita coisa para Rowan Atkinson!). Assim como os de John Hughes, esses filmes fizeram parte da minha infância e adolescência e, ao contrário da geração anterior a minha, não pude sugar de ‘Rambo’ e ‘Robocop’ a base da construção da minha sensibilidade. E assim como eles e como Tim, para mim, a salvação sempre vem através dele, o amor (sendo piegas ou não).

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Quando penso em filme de guerra, logo me vem a mente clássicos como ‘Nascido para Matar’, ‘Apocalypse Now’ ou mesmo ‘Além da Linha Vermelha’. E o que todos esses títulos têm em comum, além de retratar o terror, estresse e extremos de um homem lutando (ou treinando para lutar) pelos ideais de homens sentados atrás de uma mesa, eles falam da camaradagem, ou mesmo a falta dela, e dos laços que um ambiente como tal provoca em um homem. Já relatei sobre a guerra aqui mesmo no ‘Sobre o…’ com o ‘O Grande Herói’ e também no texto da série ‘Fleming’. É um tema que me agrada e sempre o fez, desde a época do colégio. Mas, mesmo gostando do tema e tendo estudado um pouco além do que me era passado nos corredores do Colégio Notre Dame de Campinas, não sabia da história de sete homens que foram a guerra, já em vias de terminar, em busca das obras de arte furtadas pela Alemanha em mais uma das megalomanias do Fuhrer.

Os ‘Monuments Men’, sancionados pelo presidente Roosevelt, saíram de suas posições como teóricos em arte, arquitetura e dança em seus respectivos “esconderijos” para lutar pelo clamado legado da humanidade em meio a desgraça e destruição que uma guerra provoca. Ao assistir o trailer, achei que se tratava de mais um ‘Onze Homens’ da vida, desta vez com direção do próprio Clooney, passado na segunda guerra. Mas o filme, que chega em breve às locadoras/sistemas de locação pela TV a cabo/etc, trás muito mais que isso. George Clooney tem se mostrado cada vez mais seguro atrás da câmera e, no caso de ‘Caçadores de Obras-Primas’ parece muito mais confortável na posição e brinca de atuar com amigos – afinal de contas, o elenco todo é extremamente gabaritado: Matt Damon, Bill Murray, John Goodman, Cate Blanchett, Bob Balaban, Hugh Bonneville e Jean Dujardin.

Devo confessar que prefiro Clooney como diretor que como ator. Nunca dei o devido crédito a ele na frente da lente, e acho que ‘E.R’ estragou qualquer chance de redenção dele no meu conceito (fiquem à vontade de discordar! rsrs). Tinha um certo preconceito com relação a ele em qualquer posição, para ser sincero – sempre me pareceu somente um rostinho bonito do que um verdadeiro ator/diretor – mas tudo mudou com o excelente ‘Tudo pelo Poder’, um drama centrado em uma disputa política, até aceito ele como ator neste, embora quem carregue o filme é o, na minha humilde opinião, o sempre impecável Ryan Gosling. Enfim… neste filme está seguro e conduz a película com segurança e conforto.

Para quem não sabe, cerca de 7 milhões de obras de arte foram ‘confiscadas’ pelos nazistas durante a segunda guerra. Eram chamadas de retiradas ‘justas’ por serem de coleções privadas de judeus. Desses 7 milhões, por volta de 5 milhões foram recuperadas, dentre esculturas, pinturas, gravuras, esboços, etc. Tudo isso, graças aos ‘Monuments Men’.

Mais do que retratar a camaradagem em busca do objetivo de cuidar de tesouros nacionais, o filme é um relato do valor das obras para a humanidade. Podemos perder uma geração inteira nas trincheiras, mas a humanidade ressurgirá de alguma maneira. Se é retirada toda sua produção intelectual, é como se esta geração não tivesse existido.

Com toda certeza, se esses sete homens não estivessem lá para proteger este legado, não teríamos hoje nada do que, supostamente, não conseguimos viver sem. Seus celulares, computadores, carros, canetas, enfim, tudo que toca seria diferente se tivéssemos essa lacuna em nossa história. Devemos a esses homens o que temos e o que somos hoje.

The-Monuments-MenOs ‘Monuments Men’ originais

Em fevereiro, lendo meu feed de notícias do Facebook, reparei em um vídeo postado sobre uma história de amor. Acabei encontrando o que achei ser daquelas coisas que marcas grandes fazem para a internet, um inserção de mercado através do virtual, com a esperança que viralize (exemplos tem de monte, o mais recente é o da OLX, que começou com o YouTube antes de ir para a TV…). Mas, assim como aconteceu na Evian, pude perceber que a Cornetto fazia um trabalho brilhante com a série de vídeos chamada Cupidity:

Acredito que, como eu, todos brasileiros são românticos inveterados, mesmo que não queiram dar o braço a torcer. E esta série me tocou, então resolvi escrever um pouco sobre ela. Para quem não sabe, Cornetto é uma das marcas de sorvete da Kibon aqui no Brasil. Ela surgiu na verdade, quando a Kibon foi adquirida pela gigante Unilever, que faz de sabonete até comida, presente no mundo todo. Portanto, Cornetto é uma marca mundial e, como tal, a Unilever decidiu fazer uma série de vídeos com o sorvete de pano de fundo, mas para falar das diferentes maneiras de encontrar o amor, em diferentes partes do mundo.

Como o próprio nome diz, a história é narrada pelo cupido. Para quem não sabe, cupido não é apenas um anjo. Sua origem vem antes mesmo da Bíblia. Filho dos deuses da guerra, Marte, e da deusa do amor e da beleza, Vênus, os romanos e gregos acreditavam que as flechas que carregava o cupido faziam quem as tomasse se apaixonar (como acho que todos já devem saber…). No caso dos vídeos da Cornetto não poderia ser diferente. Produzido por diferentes países, a presença deste ser místico causa o encantamento peculiar entre jovens de diferentes origens, jeitos, estilos, nacionalidades… Sempre com toques de doçura tanto nos roteiros quanto nas interpretações.

Algo leve e gostoso, assim como comer um Cornetto.

Seguem aqui mais alguns. Destaco o ‘Beauty & the Geek’

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Este é meu primeiro texto sobre um game e, para tanto, queria que fosse um jogo que tenha um significado especial para mim, e este tenho como um dos melhores que joguei em muito tempo. Ele pode não ter os super gráficos de jogos atuais, como ‘Thief’ ou ‘Titanfall’, nem ser em formato sandbox como a série ‘Assassin’s Creed’ ou ‘InFamous Second Sun’, mas, mesmo sendo um jogo relativamente simples, me ganhou pela história, beleza e jogabilidade.

Como tem acontecido muito ultimamente, ‘Bastion’ se passa em uma terra pós-apocalíptica (‘The Last of Us’ e a porrada de filmes, games e séries de zumbis comprovam a tendência, vale ler o post ‘Sobre o… Todo Mundo Quase Morto’!). Você joga com o Kid/O Moleque, e com ele, tem a missão de recuperar a ilha que dá nome ao jogo, uma espécie de jardim do Éden da sobrevivência de Caelondia, a cidade do Kid e do Stranger (um velho sabichão que narra seu percurso e te orienta em sua evolução no jogo).

Uma mistura de RPG com Beat’em All, categoria muito famosa em arcades e especialmente familiar para as crianças da década de 90 (quem for da época, lembrará as festinhas infantis com games como ‘Golden Axe’ ou ‘Cadillacs and Dinosaurs’, sempre regadas a copos descartáveis de refrigerante quase sem gás e enroladinhos de salsicha meio frios, mas sempre gostosos). Talvez por isso mesmo que o game me chamou tanto a atenção. A pancadaria do menino porradeiro, usando diferentes armas, que evoluem conforme coleta itens e reconstrói o ‘Bastion’; a beleza do jogo, feito à base de pinturas em aquarela, com influências islâmicas e orientais na construção das fases; a narração de voz grave por parte do Stranger; a trilha sonora que mistura música de base indiana, guitarras, música sulista americana com toques de folk; uma história abarretadora com um plot twist inesperado; uma mecânica fácil de pegar e difícil de largar. Enfim, vale conferir o Gameplay (lá embaixo!) que fiz com o Rafa Zuchi, do canal ‘Desde o Atari’ e dono desse site!

Um game que me leva a infância, remetendo a outros excelentes heróis, como Link, Mario e Sonic… Acho que vale o primeiro post sobre jogos, seja por ser uma experiência incrível para o jogador, ou somente para dar risadas do que a gente fala nos vídeos.