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Dia 12 de setembro de 2015, São Paulo 7:40 da noite.

Chego no metro carrão, linha vermelha e espero pelos companheiros para a tal festa. Muitas pessoas com fantasias estranhas, e outras muitas apenas estranhas.
O horário para o encontro era as 20:00 hrs, às 20:05 chega Berreca, muitas das pessoas estranhas (e as com fantasias estranhas já sumiram dali) esperamos por mais algum minutos e Barbara chega com outras amigas, das quais não me lembro o nome (desculpe). Nos encaminhamos para os ônibus, que se encontram a alguns metros da saída do metro, entramos na fila quilométrica esperando que a organização fosse rápida no embarque – como sempre grande equivoco – ficamos ali por creio eu pelo menos 40 minutos, entrando no ônibus sentamos em nossos respectivos lugares a caminho da completa alucinação que estaria por vir. Depois de alguns minutos, e muitas pessoas entrando no busão, entra um organizador e nos pergunta, se queríamos beber (OBVIO!), nos trouxe copos, catuaba e vodka (vodka vagabunda, más naquele frio e impaciência não estava ligando muito para a qualidade do álcool que iria ingerir), demos aquela calibrada e partimos, muita ideia trocada naquele ônibus, e muitos kilometros depois, finalmente chegamos a nosso destino SKINS UNDER PARTY – FESTA ESPACIAL DE 5 ANOS DO EVENTO.11952857_10207723361952953_2208964250288620112_o

Ao chegar no recinto já avisto um grande descampado. Cheiro de grama cortada e vodka barata permeiam o ambiente em que nos encontrávamos, partimos em direção ao palco, alguns estranhos fritando loucamente, e logo atrás a chapelaria na qual guardamos as bolsas, de lá para onde se encontravam as bebidas, demos apenas alguns passos e uma nuvem de um cheiro muito peculiar da fauna brasileira nos envolve, Canabis Sativa era o cheiro que não iria mais se desgrudar da minha mucosa nasal naquelas 6 ou 8 horas que ainda restavam de festa.

Muitas bebidas depois encontro, os fatídicos “randon shots”: Jagermaister, tequila, e absinto (dos quais desfrutei até demais). Já alto de todo o descrito finalmente fomos em direção ao grande descampado, no qual fritamos por varias horas apenas parando para beber, muita fumaça minha e de amigos que passavam por ali. De repente avistamos um gigantesco balão de ar quente que iluminava momentos com a sua gigantesca chama dourada, DJ Omulu entra e eu já esperava as marretadas no cérebro, Projeto Rasteirinha (mixagem de funks nacionais com trap music) agitaram meu coração de tal forma que não sei explicar, parecia que aquele não era mais eu, dançava alucinado de olhos fechados, más mesmo de olhos fechados sabia que varias pessoas que ali passavam me observavam de uma forma estranha, talvez fosse apenas alucinação minha más aqueles trap/funks me tiravam do chão como se minha barriga estivesse cheia de borboletas. E assim correu por uma hora ou mais, muitas cores sabores e sensações permeavam o meu ser naquele momento, já tinha perdido a noção do tempo a essa altura, lá pelas 4:30 da manha todos já estávamos nos rendendo ao sono e meu pé doía demais, estava ate os joelhos de barro, más, com a alma lavada pela chuva que caiu fantasticamente durante todo o evento.

Partimos em direção ao busão para a nossa despedida daquele lugar mágico. As piadinhas vindas de um segurança que nos fez esperar para entrar no ônibus – que dizia que se bagunçássemos no ônibus nos arrancaria o sorriso do rosto – não me abalaram, eu só queria um lugar confortável para descansar, e foi o que fiz, nos deitamos nas poltronas – que pareciam inimagináveis vezes mais confortáveis do que realmente eram – foram naquele momento nossa cama, e assim cochilamos e partimos de volta para nossas realidades. Muito frio na volta e pouca roupa nos fez estar mais junto que o normal – uma questão fisiológica mesmo para evitar a hipotermia -. Pegamos no sono e, como num passe de mágica, me dei conta que estava em minha cama, comendo um triplo cheese burguer do Mc Donalds que havia guardado para aquele momento (parabéns foi muito esperto!).

E assim terminou o nosso rolê, espero que tenha feito vocês sentirem um pouquinho do que sentimos naquela ocasião, da qual não seria possível transmitir fielmente em palavras.

OBRIGADO.

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Pablo Soares
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